Desfiles de escolas de samba serão com máscara em São Paulo


FABIO PESCARINI, SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)


A Prefeitura de São Paulo definiu na manhã desta quarta-feira (19) os protocolos para realização dos desfiles no Carnaval deste ano na capital paulista por causa da Covid-19.


Segundo o documento, todas as pessoas no Sambódromo do Anhembi (na zona norte) deverão usar máscaras de proteção -tanto quem estiver nas arquibancadas como os componentes das escolas de samba.


“Já existe uma determinação da Liga-SP para que os desfilantes usem máscara durante todo o desfile, e não apenas na concentração e dispersão. Para isso, será excluído do julgamento do Carnaval 2022 o quesito harmonia, que avalia como os componentes cantam o samba enredo. Desta forma, o uso da máscara não atrapalhará a competição”, diz o documento.



No ano passado, o Carnaval não foi realizado em São Paulo por causa da pandemia do novo coronavírus.


Também será obrigatória a apresentação de passaporte de vacina contra a Covid-19 com, no mínimo, duas doses. A exigência será igualmente para público (deverá ser pedido na venda on-line dos ingressos) e integrantes das escolas, que serão obrigados a preencher um pré-cadastro.



“Da mesma maneira que os chefes de ala são responsáveis por conferir se as fantasias dos componentes estão completas, ficarão responsáveis por conferir, também, o uso da máscara, sujeito à perda de pontos no quesito fantasia.”

O limite de ocupação máxima será de 70% da capacidade de público em todos os setores, incluindo arquibancada, camarotes e pista.


O protocolo também prevê a redução no número de componentes das escolas. “Uma agremiação do grupo Especial, que desfilava com 2.000 componentes até 2020, passará a desfilar com 1.500 em 2022. As escolas do grupo de Acesso 1 passam de 1.000 para 800 componentes e as do Acesso 2 de 800 para 500 desfilantes”, afirma o documento.


Para não haver aglomeração na concentração e na dispersão, cada escola chegará em horários predeterminados, por ordem de desfile, em ônibus da prefeitura.


“São cerca de 50 veículos por escola de samba, que levam, no máximo, 30 a 35 componentes com as suas fantasias”, diz o protocolo.


Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, os ensaios técnicos que seriam realizados em janeiro estão cancelados, e uma nova grade de ensaios será programada para fevereiro, com apenas um ensaio por agremiação e controle de acesso do público e desfilantes, com o passaporte da vacina e uso obrigatório de máscaras.


“No momento da chegada, as agremiações já organizam suas alas no formato em que desfilarão, usando um espaço onde cabem mais de 20 mil pessoas, com, no máximo, 1.500 pessoas enfileiradas e alinhadas. Na dispersão, o mesmo processo acontece. Assim que terminam o desfile, as alas já são direcionadas de volta aos ônibus que estão estacionados no portão, evitando aglomeração.”

Segundo o documento, caso haja “mudança importante no cenário epidemiológico da Covid-19 na cidade, a Covisa (Coordenadoria de Vigilância Sanitária), SPTuris e Liga-SP, se reunirão para discutir possibilidade de adiamento do Carnaval deste ano.


A necessidade de adoção de regras sanitárias para o Sambódromo foi definida no último dia 6, quando a prefeitura cancelou os desfiles dos blocos de rua por causa do avanço da variante ômicron do novo coronavírus.

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