Manchas de óleo são encontradas em praias cearenses

Marinha identificou os locais e continuará o trabalho de monitoramento e limpeza das praias



Seis praias cearenses registraram marcas de vestígios oleosos, de acordo com informações da Marinha. São elas: Cumbe, Canoa Quebrada, Majorlândia e Quixabá, em Aracati; Canto da Barra, em Fortim; e Prainha, em Aquiraz. Amostras do material foram coletadas e serão enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), no Rio de Janeiro.


Em uma matéria veiculada pelo Jornal O Povo mostram várias manchas pretas em uma extensão considerável da orla da Prainha, na Região Metropolitana de Fortaleza. O técnico judiciário Silvando Alves Ferreira, 46, disse que ficou muito surpreso ao ver as manchas de óleo quando foi caminhar no local nesta manhã, durante seu período de férias.


O homem, que é morador do Eusébio, afirmou que pretende evitar ir à praia nos próximos dias. Ele conta que saiu da praia por volta das 14 horas e marcas de óleo continuavam em seu pé durante a noite.


“Na água do mar também tinha óleo, mas na areia era mais perceptível”, descreve. Nesta quinta-feira, 27, equipes da Marinha devem continuar os trabalhos no litoral cearense, com novas ações de monitoramento e limpeza das praias.

Por meio de sua assessoria, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) disse que a pasta acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e deve esperar a conclusão das análises do órgão para se manifestar oficialmente. O Ibama está coletando dados para ter uma melhor noção das causas, extensão e quantidade das manchas encontradas.


População une esforços para conter manchas de óleo em praias do Nordeste


A população da cidade se uniu às autoridades para ajudar na remoção do material, que é encontrado de forma esparsa em alguns pontos da praia, na divisa com Peroba, em Alagoas.


Segundo a presidente da Colônia de Pescadores da cidade, Enilde Lima, os profissionais estão mobilizados para ajudar as autoridade, inclusive, pondo seus barcos à disposição.


"Há embarcações nossas à disposição para ajudar nessa situação. Inclusive, alguns pescadores já foram para o mar e para a várzea do [Rio] Una. Estamos mobilizados para ajudar", disse. "A preocupação da gente é não chegar nos corais do [Rio] Una, que é o berçário de tudo", completou.

A recomendação da Marinha é que os moradores não entrem em contato com o material sem usar luvas e botas, porque a substância é considerada tóxica.


Imagens: Jornal O POVO



Fonte: O POVO

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