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O drama das famílias que vivem sob medo constante das chuvas em Várzea Paulista

A vida entre dois monstros: um assombra dia e noite, o outro, incontrolável, invade casas e ruas durante as chuvas torrenciais do verão. Famílias varzinas também se espremem entre a cruz e a espada, pois sobre a cabeça está o barranco, e há poucos metros dos pés, uma rua sem condições de ir e vir.






Em um vídeo postado nas redes sociais, a leitora da RS Notícias, Eliana Farias, de 36 anos, relata o sofrimento dos moradores da rua Ilha Bela, no som de sua voz a revolta misturada com medo, angústia e dor. Ela disse que já chorou muito e só vive ali por não ter condições de ir para outro lugar.


Quem vive em áreas de risco, conhece os perigos, aprende a "vigiar" o tempo e reúne todas as forças para lutar.


Eliana lamenta a falta de consideração com os moradores, ela diz que em período de eleições, o bairro consegue algumas conquistas, até lá vivem à mercê do medo, do constrangimento, do frio, do perigo e da sorte.


“ Precisamos que olhem para nós, que prestem atenção em nós, que descubram nossa existência”, disse a moradora

Eliana desafia qualquer político a ir na comunidade Ilha Bela neste momento, em período pós chuva ou durante.


“O povo também está aqui, e clama por ajuda, neste momento” - disse

A dor de ver uma mãe com uma criança no colo e uma idosa, com pouca mobilidade, tentando chegar em sua casa na tarde desta quinta-feira (23), foi como uma punhalada em seu peito - comentou Eliana, que descreveu a cena com lágrimas nos olhos.


A rua parecia mais um rio do que uma passagem para pedestres, e as águas seguiam levando tudo que estavam em seu caminho, inclusive a esperança - finalizou

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