'Perdi tudo, não tenho mais nada' lamenta mulher atingida por enchente em Governador Valadares

Cidade tem 6 mil desalojados e 93 pessoas desabrigadas até a manhã desta terça-feira (11), mas o rio Doce continua a subir na cidade.

Rua Américo de Menezes, bairro São Pedro — Foto: Ana Carolina Magalhães/Inter TV dos Vales


Dois anos após uma enchente que deixou 15 mil desalojados, Governador Valadares volta a sofrer com a cheia do Rio Doce. Até a manhã desta terça-feira (11), a Prefeitura registrou 6 mil pessoas desalojadas e 93 desabrigadas. Porém, o número de atingidos pode crescer, uma vez que o nível do rio ainda sobe na cidade.


A maioria das pessoas que deixaram suas casas foram para as residências de parentes e amigos. Para quem não tem para onde ir, a Prefeitura divulgou quatro escolas municipais que estão recebendo os desabrigados.

A doméstica Ediléia de Fátima Silva mora no bairro Santa Rita, em local conhecido como Baixa do Quiabo, um dos primeiros locais a serem atingidos a cada nova cheia do Rio Doce.


Alertada pela Defesa Civil de que a água continuaria a subir, ela e o marido foram para o abrigo na Escola Dona Lina Marteli. Mas antes de sair de casa, os dois levantaram os móveis, na tentativa de impedir que os pertences fossem tomados pela água, mas os esforços foram em vão.


“Quando eu saí, a água tava bem cheia, eu saí na rua com água na cintura, mas só que dentro da minha casa ela não tinha entrado ainda. Aí eu fiquei sabendo que a água tá subindo e já chegou no teto, minhas coisas estragaram tudo. Perdi tudo, não tenho mais nada”, lamenta.

Policiais do Meio Ambiente resgatam idosa no bairro Ilha dos Araújos — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Ediléia conta que saiu apenas com alguns lençóis e uma coberta, não tendo nem muda de roupa reserva, apenas a que está usando.


“Espero que tenham compaixão e ajudem a gente”, completa.

Quem necessitar de abrigo, a Prefeitura disponibilizou quatro pontos na cidade, onde são servidas refeições e distribuídos colchonetes e materiais de limpeza. Confira os locais:

  • Escola Municipal Padre Eulálio Lafuente Elorz – Rua Monte Azul, 125, bairro Esperança

  • Escola Municipal Lina Martelli – Avenida Washington Luiz, 2941, bairro Santa Rita

  • Escola Estadual Diocesano - R. Juiz João Costa, 3591, bairro Vila Bretas

  • Escola Municipal Professor Helvécio Dahe - Rua João Rosa, 107 Santa Rita


Registros de moradores

Mas nem todas as pessoas deixaram suas casas. Muitos moradores de residências que possuem mais de um andar permaneceram no local e têm registrado as ruas alagadas em diversos bairros da cidade.



Bairro Jardim Alice — Foto: Redes Sociais


Fonte: G1 - Alice Mourão e Zana Ferreira

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