Maria-bola é aranha introduzida no Brasil capaz de predar aves e morcegos

Corpo das fêmeas pode medir até três centímetros enquanto o dos machos é 5 vezes menor; apesar dos flagrantes, insetos são as presas mais comuns da espécie, que é inofensiva para humanos.

Maria-bola, ou aranha-de-telhado, esses são os nomes populares da Nephilingis cruentata, aranha natural da África que foi introduzida na América do Sul há muitos anos e é encontrada em centros urbanos do Brasil, da Colômbia e do Paraguai. “Elas conseguem viver a vida inteira longe da natureza, em meio às construções das cidades”, explica o biólogo do Laboratório de Aracnologia da UFMG, Alexandre Michelotto.


De acordo com o especialista, o cardápio das marias-bola é variado. “Elas predam o que cair na teia – na maioria das vezes são insetos. Inclusive, são ótimas para ajudar a controlar os mosquitos das casas. Mas existem registros de predações não tão comuns, como morcegos e beija-flores”, conta.


O corpo das fêmeas da espécie pode medir de dois a três centímetros


O nome popular ‘Maria-bola’ foi se popularizando ao longo do tempo, graças ao uso contínuo do apelido por pesquisadores e naturalistas, como Alexandre. “Antes só via a espécie sendo chamada de ‘aranha-gigante’, ‘aranha-preta’ ou ‘aranha-de-telhado’. Maria-bola foi o nome mais objetivo para essa espécie, evitando comparações com outras que sejam gigantes, pretas ou encontradas em telhados”, comenta o biólogo, que destaca o ‘apelido’ dado aos machos: João-palito.


O nome popular ‘Maria-bola’ foi se popularizando ao longo do tempo, graças ao uso contínuo do apelido por pesquisadores e naturalistas, como Alexandre. “Antes só via a espécie sendo chamada de ‘aranha-gigante’, ‘aranha-preta’ ou ‘aranha-de-telhado’. Maria-bola foi o nome mais objetivo para essa espécie, evitando comparações com outras que sejam gigantes, pretas ou encontradas em telhados”, comenta o biólogo, que destaca o ‘apelido’ dado aos machos: João-palito.


Aranha maria-bola foi flagrada predando um morcego — Foto: Giulia Kochmanski/Arquivo Pessoal


Venenosas, mas inofensivas


Alexandre explica que a maria-bola têm veneno, mas a toxina não age em contato com humanos e animais de estimação. “Funciona para paralisar as presas, principalmente os insetos. No entanto, o fato de serem inofensivas não significa que seja indicado pegá-las na mão: caso sejam pressionadas podem morder e, pelo tamanho das presas, certamente vai doer”, completa.


Assim como as fêmeas da espécie, as teias são grandes. “A estrutura tem uma câmara tubular onde a aranha descansa e coloca os ovos. O tamanho da teia aumenta o alcance para capturar insetos”, finaliza.

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