Praia não é lixeira: a irresponsabilidade que coloca vidas em risco e agride o meio ambiente
- Dircélio Timóteo

- há 1 dia
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A cena registrada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes sociais não é apenas um flagrante isolado: é o retrato de um problema coletivo que insiste em se repetir. Um banhista retira da areia um tubo de vidro quebrado, com a ponta afiada voltada para cima, oferecendo risco real de ferimentos graves a qualquer pessoa que passasse pelo local. Crianças, idosos e até animais poderiam ser vítimas de uma irresponsabilidade que beira o descaso absoluto com a vida.
O mais preocupante é que esse episódio não é exceção. Outros vídeos, igualmente alarmantes, seguem o mesmo padrão e escancaram uma prática recorrente: o uso do espaço público sem o mínimo compromisso com a preservação ambiental e com o respeito ao próximo. Praias, que deveriam ser ambientes de lazer, convivência e contato com a natureza, acabam se transformando em áreas de risco por atitudes negligentes de quem as frequenta.
Não se trata de falta de informação. Prefeituras litorâneas, em diferentes regiões do país, investem em campanhas educativas, placas de orientação, sinalizações e ações constantes de limpeza. Ainda assim, garrafas, sacolas plásticas, embalagens e objetos cortantes continuam sendo descartados de forma irresponsável na areia e no mar. Isso revela que o problema vai além da comunicação institucional: está na ausência de consciência cidadã e de empatia.
A responsabilidade pelo cuidado com os espaços públicos não pode ser terceirizada exclusivamente ao poder público. Limpar a praia após o uso é obrigação básica de qualquer cidadão. Quando alguém abandona lixo ou materiais perigosos, assume o risco de causar acidentes e contribui diretamente para a degradação ambiental. É uma escolha que afeta não apenas o meio ambiente, mas a segurança e a qualidade de vida de todos.
Esses episódios devem servir como alerta e reflexão. Preservar o espaço coletivo é um exercício diário de cidadania. Respeitar o meio ambiente e as pessoas ao redor não é um favor, é um dever. Enquanto atitudes irresponsáveis continuarem sendo tratadas com indiferença, cenas como essa seguirão circulando — não como meros vídeos virais, mas como provas de que ainda falhamos em compreender que o espaço público é de todos e, por isso, exige responsabilidade compartilhada.





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