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Dia Mundial dos Catadores: como a Coca-Cola fomenta a economia circular

Companhia quer 100% de embalagens recicláveis até 2025 e confeccioná-las, até 2030, com 50% de material reutilizado



(Coca-Cola/Divulgação)


Qualquer bloquinho de carnaval serve de prova. Por mais que os foliões deixem milhares de latinhas pelo caminho — e muitas delas em locais inapropriados —, em pouco tempo elas desaparecem das ruas. E tudo graças ao inestimável empenho dos catadores de materiais recicláveis.


Estima-se que 57% das embalagens PET e 98% das de alumínio produzidas no Brasil já são coletadas e recicladas. De acordo com o Atlas da Reciclagem, 90% do trabalho, pasmem, é feito pelas mais de 800 mil pessoas que atuam na coleta, na separação e na venda desses materiais como meio de vida ou complemento de renda.


Nesta quarta (1o) é comemorado o Dia Mundial dos Catadores de Materiais Recicláveis, tidos como parceiros estratégicos da Coca-Cola. “Que todos nós, consumidores e cidadãos, reconheçamos a importância e o valor ambiental, econômico e social dos catadores”, afirma Rodrigo Brito, gerente sênior de sustentabilidade da Coca-Cola no Brasil e demais países da América Latina.


A marca aposta muitas fichas na economia circular. No Brasil e na América Latina, as vendas de produtos com embalagens retornáveis correspondem a mais de 30% do volume comercializado. “Para a Coca-Cola, o conceito de economia circular sempre foi uma prioridade e, conforme o mundo foi mudando, fomos entendendo as mudanças necessárias para fazer a diferença e gerar um impacto positivo na vida das pessoas, ecossistemas e comunidades onde atuamos”, acrescenta Brito.


A empresa mantém parceria com a Associação Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (ANCAT) e mais de 300 cooperativas e agremiações atuantes em 135 cidades de 26 estados brasileiros. Neste ano, a Coca-Cola promete investir R$ 9 milhões para tornar a reciclagem realizada por meio da ANCAT mais inclusiva e efetiva.


“A iniciativa nos ajudará a fortalecer a organização dos catadores em algumas regiões do país e aumentar o estímulo pela coleta, principalmente das garrafas plásticas”, diz Roberto Rocha, presidente da associação. “A ideia é melhorar o formato de negócio e criar uma economia circular coparticipativa com os catadores, porque eles são parte intrínseca da cadeia”.


Recicla Solar: iniciativa da Coca-Cola Brasil e da engarrafadora Solar Coca-Cola foi realizada durante o Festival de Verão de Salvador, que recolheu mais de 2 toneladas de resíduos durante os dois dias de festa. (Olhos de Lince Filmes/Divulgação)


A meta da entidade é criar grandes centros de entrega de garrafas PET para a Coca-Cola. “O intuito é transformá-las em novas embalagens e, ao mesmo tempo, agregar valor ao circuito de reciclagem, melhorando, automaticamente, a renda dos trabalhadores desse meio”, acrescenta o presidente da ANCAT.


A Coca-Cola quer 100% de embalagens recicláveis até 2025 e confeccioná-las, até 2030, com 50% de material reutilizado. Até o final da década, a expectativa da empresa é que pelo menos 25% de suas bebidas sejam vendidas em garrafas retornáveis, além de dar a destinação adequada ao equivalente a cada embalagem despejada no mercado. Toda embalagem retornável cumpre de 15 a 35 ciclos de reenvase e distribuição antes de ser destinada à reciclagem.


O grupo lançou recentemente uma nova versão da água mineral Crystal, 100% feita com PET reciclado, e trocou a embalagem do refrigerante Sprite. No lugar da icônico plástico verde, utilizado por 60 anos, entrou a transparente, mais atrativa para o setor de reciclagem.


“Os consumidores são parte da circularidade e precisam, portanto, conhecer as diferentes embalagens para escolher as opções mais recicláveis, retornáveis e circulares”, afirma Rodrigo Brito. “Que eles também tenham consciência para descartar devidamente cada uma delas, evitando que o ciclo delas seja interrompido”.

“É fundamental que cada vez mais a indústria e os consumidores tenham uma visão estratégica do serviço que os catadores e catadoras de material reciclável prestam para a sociedade”, conclui Roberto Rocha presidente da ANCAT.


Fonte: Exame

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