O calor pesa mais sobre quem tem menos condições de se proteger

Pesquisa da USP relaciona vulnerabilidade às altas temperaturas com renda, condições de moradia e presença de vegetação
Enfrentar o calor também depende de onde se mora e das condições financeiras para se proteger. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo identificou uma forte relação entre desigualdade social e risco associado às altas temperaturas na capital paulista.
Publicado na revista científica Urban Climate e divulgado pela Agência FAPESP em setembro de 2025, o estudo combinou informações ambientais e socioeconômicas para mapear essa vulnerabilidade. A análise considerou características das habitações, proximidade de áreas verdes e configuração urbana.
Moradores de baixa renda em habitações precárias podem enfrentar dificuldades tanto dentro quanto fora de casa. Além da menor capacidade de adaptação, parte dessa população exerce atividades informais ao ar livre, ampliando a exposição ao calor.
Crianças e idosos também apresentam maior sensibilidade. Por isso, avaliar o risco exige considerar fatores como idade, renda, condições habitacionais e disponibilidade de sombra.
O levantamento aponta a necessidade de políticas públicas integradas. Segundo a professora Denise Duarte, uma das autoras, a metodologia pode ser adaptada a outras cidades brasileiras, auxiliando o planejamento urbano e as ações de adaptação climática.
Veja a matéria da Agencia Fapesp:






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